Pé diabético: por que uma ferida pequena pode significar um risco grande.
A relação crítica entre glicose elevada, perda da sensibilidade protetora e déficit na circulação sanguínea periférica.
Para quem não tem diabetes, uma pedrinha dentro do sapato ou uma bolha causada por calçado novo incomoda na hora. Para quem convive com diabetes de longa data, esse mesmo evento pode passar completamente despercebido por dias ou semanas, transformando-se silenciosamente em uma úlcera infectada.
A Tríade do Pé Diabético
O pé diabético é o resultado de uma combinação perigosa entre três fatores:
- Neuropatia periférica: a hiperglicemia mantida lesiona as fibras nervosas sensitivas. O paciente perde a sensibilidade térmica, dolorosa e tátil. Se queimar a pele com água quente ou furar o pé com um prego, ele não sente dor.
- Doença arterial periférica (Isquemia): as artérias que irrigam a perna e o pé sofrem oclusões progressivas. Sem sangue suficiente, o tecido não recebe oxigênio, nutrientes nem antibióticos para cicatrizar.
- Infecção secundária: com a pele rompida e a resposta imunológica comprometida, bactérias invadem os tecidos profundos, podendo atingir tendões e ossos (osteomielite).
Dicas Práticas de Prevenção no Dia a Dia
A imensa maioria das amputações por pé diabético é prevenível com medidas simples de inspeção diária:
- Examine a planta dos pés todos os dias com o auxílio de um espelho ou peça ajuda a um familiar.
- Nunca ande descalço, nem mesmo dentro de casa ou na areia da praia.
- Palpe o interior dos sapatos com as mãos antes de calçá-los para checar se há costuras salientes, pedrinhas ou dobras.
- Hidrate os pés diariamente, mas evite passar creme entre os dedos para não criar umidade e fungos.
- Ao cortar as unhas, faça corte reto e nunca retire cutículas profundamente.
O Papel do Cirurgião Vascular
Ao menor sinal de vermelhidão, bolha, calosidade escura ou ferida que não cicatriza em poucos dias, procure imediatamente avaliação com cirurgião vascular. O Dr. João Cardoso Neto realiza o Doppler arterial para checar os pulsos e indicar a revascularização precoce se necessário, salvando o membro e devolvendo a autonomia ao paciente.
Tem diabetes ou familiares com feridas nos pés?
Não espere uma lesão complicar. Agende uma consulta de avaliação vascular e prevenção na Cardo Clínica.